sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Google entra no negócio de achar exoplanetas e identifica estrela que tem ao menos oito, como o Sol


POR SALVADOR NOGUEIRA


Nesta quinta-feira (14), a gigante Google entrou oficialmente no negócio de descobrir planetas fora do Sistema Solar. Um engenheiro de software do departamento de inteligência artificial da empresa é um dos dois autores de um artigo científico anunciando a descoberta de dois novos mundos cuja presença estava escondida nos dados brutos do satélite Kepler, da Nasa.

O Kepler-90i é um planeta rochoso e quente que orbita uma estrela um pouco maior que o Sol em apenas 14,4 dias. É um inferno escaldante, mas tem um particular: ele se soma a um sistema que já tinha sete planetas conhecidos. Com isso, a estrela Kepler-90 atinge a marca de oito planetas — a mesma do Sistema Solar.


Comparação do tamanho dos planetas de Kepler-90 aos do Sistema Solar. (Crédito: Nasa)

É a primeira vez que encontramos oito mundos num único sistema, fora o nosso próprio. O recorde anterior, sete, pertencia ao famoso sistema Trappist-1, a cerca de 40 anos-luz da Terra. Mas Kepler-90 está bem mais longe, a cerca de 2.500 anos-luz de distância.

A outra descoberta é no sistema Kepler-80. O Kepler-80 g é o sexto planeta encontrado ao redor da estrela, que é bem menor que o Sol, provavelmente uma anã vermelha. Ele tem o tamanho da Terra, mas também não tem perspectiva de ser habitável, ou seja, de ter uma faixa de temperaturas que permita a existência de água em estado líquido na superfície.

A descoberta é importante por revelar o potencial de redes neurais — algoritmos de computador que são grosseiramente baseados no funcionamento do cérebro humano — para a análise de vastas quantidades de dados astronômicos em busca de sinais interessantes, como é o caso do conjunto de informações brutas colhido pelo satélite Kepler em sua missão original, entre 2009 e 2013.

A técnica consistiu em basicamente “treinar” um computador para identificar sinais de planetas nos dados do Kepler e então deixá-lo analisar os dados colhidos de 670 estrelas, das 150 mil que o satélite observou na região das constelações Lira e Cisne. Ou seja, devem vir mais descobertas por aí.

O trabalho foi feito por Christopher Shallue, da Google IA, e Andrew Vanderburg, da Universidade do Texas em Austin, e foi apresentado numa teleconferência realizada pela Nasa nesta quinta-feira (14). Os resultados já foram aceitos para publicação no “Astronomical Journal”.





FONTE: http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br


Em 2017, chegamos mais perto de encontrar vida fora da Terra


Busca por exoplanetas e pesquisas com microrganismos capazes de sobreviver a condições extremas estão entre os destaques das principais conquistas científicas de 2017 (iStockphoto/Getty Images)

'A Terra não tem nada de especial para que seja o único planeta do Universo a ter vida', diz Eduardo Janot, presidente da SBA

Por Leticia Fuentes

Já é praticamente consenso entre os cientistas que não estamos sozinhos no Universo. Com mais de dez bilhões de exoplanetas (fora do sistema solar) só na Via Láctea, é extremamente improvável que nenhum deles apresente condições suficientes para abrigar vida. Não se trata apenas de opinião: a astrobiologia é um ramo crescente da ciência que se dedica, justamente, a procurar vida fora da Terra. São milhares de instituições internacionais, algumas das mais renomadas do mundo, investindo muito dinheiro e desenvolvendo alguns dos equipamentos mais modernos da atualidade para descobrir algum sinal de vida extraterrestre. E 2017 foi um passo a mais – e dos grandes – nessa busca.

“O que tem feito toda a diferença são as missões espaciais”, diz Eduardo Janot Pacheco, presidente da Sociedade Brasileira de Astrobiologia (SBA). A SBA, inclusive, é um exemplo do progresso do campo de pesquisa em 2017, especialmente no cenário nacional. A associação foi fundada em setembro deste ano, como uma forma de “tirar o atraso” do Brasil em relação aos outros países, que já possuem organizações para pesquisa em astrobiologia e programas de pós-graduação na área.

Exploração espacial
Para Eduardo Janot, o destaque do ano foi a missão Cassini, que terminou em setembro. A sonda, lançada em 1997, começou a explorar Saturno, seus anéis e suas luas em 2004. Em seu “grand finale”, como a Nasa chamou as manobras finais da espaçonave, ela mergulhou na atmosfera do gigante gasoso e continuou a enviar dados valiosos até perder completamente o sinal. Mas as maiores descobertas feitas por Cassini durante os últimos 13 anos aconteceram em duas luas do planeta, Encélado e Titã.

Na primeira, a sonda descobriu alguns jatos de vapor que saíam de cavidades na superfície do satélite, indicando a presença de um oceano líquido debaixo da camada externa. Cassini chegou a atravessar os jatos para obter informações mais detalhadas e confirmar que se tratavam de água. Já em Titã, Cassini conseguiu fotografar lagos com hidrocarbonetos (compostos constituídos por carbono e hidrogênio) na superfície da lua.

Essas descobertas foram extremamente significantes porque, como os cientistas sabem, a água é o ingrediente fundamental para a existência de vida. E os pesquisadores acreditam que, talvez, existam algumas bactérias habitando o interior das luas. “Não estamos falando de homenzinhos verdes. Mas a mistura de hidrogênio e carbono é tão boa que é possível que exista alguma forma de vida ali”, diz Eduardo Janot.

Seres vivos
Não são só as naves que viajam espaço a fora que podem trazer pistas na busca por vida extraterrestre. Surpreendentemente, muito do que a astrobiologia usa para fazer suas descobertas encontra-se aqui, na Terra. É o caso de estudos feitos com extremófilos – normalmente bactérias ou microrganismos que vivem em condições tão extremas e pouco favoráveis que poderiam habitar outros planetas, como, por exemplo, Marte.

Esse campo ganhou grande relevância em 2017, especialmente porque diversas instituições anunciaram que estavam realizando estudos para simular as condições encontradas no planeta vermelho e observar a capacidade de sobrevivência de organismos extremófilos. É o caso da Nasa, que enviou bactérias à estratosfera em agosto, ou até de países como os Emirados Árabes, que anunciaram em setembro a construção de uma cidade inteira para imitar a superfície de Marte.

As simulações sozinhas, porém, não vão encontrar o que realmente interessa para a astrobiologia. É preciso, também, enviar uma sonda ao planeta vermelho. “Em março de 2018, vamos ter uma nova missão para Marte, chamada Insight. O principal objetivo é fazer estudos geofísicos do planeta, mas também vão avaliar se a vida lá seria possível. E, em 2010, vamos ter um lander [uma nave espacial que aterrissa na superfície do planeta explorado] só para investigar questões relacionadas à astrobiologia”, afirma o presidente da SBA.

Futuro
O que mais esperar de 2018? Eduardo Janot diz que a participação brasileira na pesquisa por vida fora da Terra deve aumentar. No momento, a maior área de atuação do Brasil é a procura por exoplanetas – e o país deve firmar mais parcerias internacionais para continuar essa tendência.

“O Brasil está ajudando a ESA [sigla em inglês para Agência Espacial Europeia] a construir o PLATO, um satélite para busca de exoplanetas que foca em encontrar planetas dentro da zona habitável das estrelas”, diz. A zona habitável é uma área dentro de um sistema planetário que é determinada por uma distância da estrela central suficiente para possibilitar a presença de água líquida na superfície dos planetas. A previsão é que o PLATO seja lançado em 2023.

“A Terra não tem nada de especial para que seja o único planeta do Universo a abrigar vida”, brinca Eduardo Janot, mas com sinceridade. Para ele, é só uma questão de tempo até que encontremos os primeiros seres vivos além dos habitantes terrestres.

FONTE: REVISTA VEJA


terça-feira, 21 de novembro de 2017

Publicidade



sábado, 21 de outubro de 2017

Matéria de Capa | A longa caminhada | 14/10/2017



Qual é, afinal, a verdadeira idade do homem? Há quanto tempo estamos circulando aqui pelo planeta? Cada vez mais a ciência está se aproximando da data definitiva. Por enquanto, o que está valendo é o seguinte: se considerarmos o Homo Sapiens, os mais parecidos com a gente, ele surgiu há 300 mil anos. Se a referência for dos primeiros hominídeos ai a idade vai para 2 milhões de anos.



FONTE: Matéria de Capa


Como entrar em CONTATO com SERES EXTRATERRESTRES

Como entrar em CONTATO com SERES EXTRATERRESTRES















Nesta conferência o prof. e astrofísico Laércio Fonseca nos explica como realizar contatos com seres extraterrestres.

Como montar um grupo e como organizar as bases para que os seres extraterrestres possam se manifestar e manter contatos com pessoas interessadas em provocar esses encontros.

Esta é uma nova visão sobre a pesquisa ufológica que ao invés de ficar analisando a casuística mundial, explica uma maneira de provocar contatos com seres extraterrestres.

Temos a certeza, que através da ótica espiritualista, uma nova maneira de entrar em contato com esses seres será revelada nesta conferência, trazendo mais luz as pesquisas de campo na ufologia.




segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A surpreendente amostra de DNA encontrada na Antártida que pode indicar vida em lugar impensável



Amostra de DNA encontrada na Antártida pode revelar que há vida em um lugar impensável (Foto: Joel Bensing)

Sob a densa camada de gelo que cobre o continente antártico, plantas e animais vivem em cavernas subterrâneas "aquecidas" por vulcões.

Isso é o que propõe uma equipe internacional de cientistas que investigou um extenso sistema de grutas subterrâneas ao redor do Monte Erebus, o vulcão mais ativo da Antártida, na ilha de Ross.

Amostras de solo recolhidas nas cavernas revelaram traços de DNA de algas, musgos e pequenos animais.

De acordo com Ceridwen Fraser, pesquisadora da Universidade Nacional da Austrália (ANU), em Canberra, coautora do estudo, a maioria das amostras seriam parecidas com plantas e animais que existem em outras partes da Antártida.

No entanto, algumas sequências não puderam ser identificadas, de modo que uma investigação posterior poderiam revelar espécies desconhecidas.

Atmosfera quente

"Dentro das cavernas pode fazer muito calor (até 25° C). Você pode estar de camiseta e ainda se sentir desconfortável", disse Fraser.

"Perto da entrada há luz. Em algumas cavernas, a luz é filtrada por uma fina camada de gelo".


Sinais de vida foram encontrados em cavernas encontradas ao redor de vulcões (Foto: Nasa/GSFC/METI/ERSDAC/JAROS, e U.S./Japan Aster)

De acordo com a pesquisadora, as amostras são evidências de que há potencialmente plantas e animais vivos nas cavernas.

"Mas nós não os vimos e, portanto, não temos certeza", disse o pesquisador à imprensa australiana.

Tudo indica "que pode haver comunidades inteiras de plantas e animais que não conhecemos vivendo sob o gelo", acrescentou.

Em busca de animais

Craig Cary, pesquisador da Universidade de Waikato na Nova Zelândia e coautor do estudo, disse que pesquisas anteriores descobriram uma série de bactérias e fungos que viveram nas cavernas vulcânicas da Antártida.

"As descobertas deste novo estudo indicam que também pode haver plantas e animais mais complexos". Os pesquisadores devem agora confirmar se eles estão ou não nas cavernas.


A maioria dos resíduos de DNA encontrados pertencem a espécies de animais que vivem em outras partes da Antártida, mas outros não puderam ser identificados (REUTERS)

"Os próximos passos serão vasculhar cada detalhe das cavernas por organismos vivos. "Se eles existirem, abre-se a porta para um mundo novo e emocionante", disse Laurie Connell, da Universidade de Maine, coautora do estudo .

O continente branco contém várias dezenas de vulcões, muitos deles sob o manto de gelo que cobre o continente. Isso significa que sistemas de cavernas subglaciais podem ser mais comuns do que se imagina.

FONTE: BBC BRASIL


As principais revelações da sonda Cassini antes de 'missão suicida' na atmosfera de Saturno

Cassini confirmou existência de oceano em Enceladus, e cientistas acreditam que satélite tem potencial para abrigar vida. Foto: Nasa

Lançada em 1997, a sonda Cassini passou 13 anos explorando o sistema de Saturno.

Mas, nesta sexta-feira, a espaçonave foi desintegrada ao mergulhar, em altíssima velocidade, na atmosfera de Saturno. Segundo a Nasa, a agência espacial americana, o objetivo da destruição foi evitar que ela contaminasse as luas de Titã e Enceladus, que podem abrigar vida.

Assim, a nave se desmaterializou e fez parte do planeta que tem estudado desde 2004.

Confira uma seleção das principais descobertas da sonda:

Gêiseres

Titã, a maior lua de Saturno. Foto: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute

Imagens enviadas de volta das missões dos anos 1980 da sonda Voyager mostraram que Enceladus, a lua de Saturno, de 500 km de diâmetro, tinha uma superfície muito suave e, portanto, relativamente jovem. Poderia ter sido renovada por algum processo desconhecido. Mas foi Cassini que descobriu os gêiseres de água congelada despontando no polo sul da pequena lua.

A água é jorrada em uma velocidade de 1,3 mil km por hora através de orifícios que estão conectados a um oceano salgado abaixo da cobertura de gelo. A água é considerada um ingrediente essencial para a vida como a conhecemos, o que faz de Enceladus um alvo na busca de uma biologia alienígena.

Além disso, ao sobrevoar sobre os jatos de água e "provando-os" com um aparelho a bordo da aeronave, Cassini pôde detectar a presença de grãos rochosos, metano e hidrogênio molecular.

A explicação mais provável para essas descobertas é a presença de aberturas para fluidos no fundo do mar. Na Terra, esses orifícios hidrotermais que jorram água superaquecida proveniente de um local abaixo do solo oceânico são cheios de vida.

A Enceladus revelou que habitats capazes de abrigar vida podem ser mais comuns do que pensávamos, colocando nossa própria existência em perspectiva.

Pousando em Titã

Ilustração artística do pouso da sonda Huygens Foto: ESA-C. Carreau

Em 14 de janeiro de 2005, a sonda europeia Huygens desceu até a densa atmosfera da maior lua de Saturno, Titã.

Huygens chegou ao ponto mais alto da atmosfera (uma altitude de 1.270 km) e sobreviveu à entrada hipersônica, usando um paraquedas para flutuar em direção ao solo, coletando dados por duas horas e 27 minutos.

Usando seus instrumentos de bordo, Huygens enviou fotos e fez uma descrição da atmosfera de Titã, incluindo dados como temperatura, pressão, densidade e composição.

"Havia uma camada atmosférica na qual os ventos iam de velocidades como 60 ou 70 km até zero, aumentando logo depois", disse o cientista do projeto Huygens Jean-Pierre Lebreton. "Isso ainda não foi propriamente explicado".

A sonda enviou dados da superfície por outros 90 minutos até que Cassini - que estava enviando os dados à Terra - desapareceu no horizonte, interrompendo as comunicações. Até hoje, é a maior distância da Terra em que uma espaçonave enviada já pousou.

As descobertas da Huygens foi que fizeram a Nasa temer a possibilidade de contaminação em Saturno e, anos mais tarde, decidir pelo "suicídio" da Cassini.

Lua igual, mas diferente

Cassini durante missão de Saturno. Foto: EPA (EMPICS)

Cassini e Huygens mostraram Titã como uma versão da Terra "através do espelho". A temperatura de sua superfície de -179 graus Celsius implica que os hidrocarbonetos desempenham muitos papéis que a água tem no nosso planeta. Titã tem um ciclo de estações, com ventos, chuva de metano e mares, montanhas de gelo e dunas de areias de "plástico".

Três mares escuros de metano estão no pólo norte de Titã - sendo que o maior deles, o mar Kraken, é maior que o Lago Superior da América do Norte. Ao redor desses mares, há numerosas extensões de líquidos.

A Cassini registrou pequenas ondas na superfície de um mar e uma característica misteriosa em outro que foi apelidado de "ilha mágica". Icebergs, ondas e bolhas de gás saindo do solo oceânico são possíveis explicações para esse último fenômeno.

Titã também tinha uma química extraordinariamente complexa e orgânica em sua atmosfera. De fato, alguns cientistas acreditam que pode ser uma semelhante com a atmosfera que nutriu a vida na Terra antigamente - oferecendo um vislumbre sobre nosso próprio passado primordial.

A Enceladus não é a única lua com um oceano - Titã também tem uma extensão de líquido embaixo de sua superfície. Mas esse oceano provavelmente é composto de água misturada com amônia.

Anéis dinâmicos

Anéis oferecem obersvações sobre a formação de planetas (NASA JPL)

Cassini revelou que o sistema de anéis de Saturno é um ambiente ativo e dinâmico. Aliás, os anéis são um laboratório para a forma como planetas se formam ao redor de estrelas jovens. Cientistas pensam que a forma como luas inseridas ali fazem "vãos" pode ser semelhante à maneira como corpos maiores formaram o disco de poeira e gás que orbitou o sol bilhões de anos atrás.

A trajetória da sonda Cassini, do voo de reconhecimento até seu "grand finale"

A Cassini observou estruturas previamente desconhecidas nos anéis e testemunhou o possível nascimento de uma jovem lua. Dados da missão podem finalmente começar a responder um dos maiores mistérios sobre Saturno - como e quando os anéis se formaram.

Em 2017, pouco antes do fim da missão, cientistas anunciaram descobertas preliminares sugerindo que eles eram relativamente jovens - talvez 100 milhões de anos de idade. Isso pode indicar que estamos apenas vivendo em um momento especial da história em que Saturno tem anéis.

Força de tempestade

O "hexágono" - uma corrente de ar no pólo norte de Saturno (NASA/JPL-CALTECH/SSI)

A espaçonave da Nasa observou tempestades gigantes em ambos os pólos de Saturno. Para dar uma noção de perspectiva, o olho de um furacão no norte de Saturno tinha uma largura de 2 mil quilômetros. Isso é 50 vezes maior que um furacão médio na Terra. As velocidades dos ventos lá pode chegar a 504km por hora.

O olho da tempestade do pólo norte se movimenta em redemoinhos com uma corrente de "ar" com seis lados. Ninguém tem muita certeza sobre como essa corrente hexagonal de ar é formada - algo deste tipo jamais foi visto em outro planeta.

No entanto, usando simulações de computador, cientistas conseguiram mostrar como essas características podem ser formadas a partir da interação de diferentes correntes de ar. Diferentemente de furacões na Terra, que geralmente duram dias, essa tempestade existe por no mínimo décadas, talvez séculos.

FONTE: BBC BRASIL


Série: Relatos Extraterrestres

Antiga torre de controle do aeroporto de Campinas-Viracopos.

Em 14 de setembro de 1972, um objeto voador não identificado – OVNI foi observado nos céus do estado de São Paulo. Integrantes das tripulações de pelo menos duas aeronaves relataram a observação de um objeto que realizava manobras de aproximação e evasão. A ocorrência teve início às 16:20h, quando a Torre de Controle de Viracopos/Campinas informou a observação de um OVNI a oeste de Campinas. Alertado pelo informe, o Controle de Aproximação de Congonhas solicitou que uma aeronave averiguasse a ocorrência. Posteriormente, um jato da Escola de Cadetes de Pirassununga também foi enviado para investigar o objeto, mas nenhuma informação mais detalhada foi obtida.





Para consultar o acervo do Arquivo Nacional, acesse: http://arquivonacional.gov.br/consulta-ao-acervo.html


Porque procurar ETs é bom para a ciência e a sociedade


Buscar vida em outros planetas fomenta a tecnologia e a inovação – e traz à tona o melhor da ciência, mesmo que, no final, não exista ninguém lá fora

Por Bruno Vaiano

Uma espécie comum na fauna das redes sociais é o comentarista que não se conforma com os gastos em ciência que não se revertem diretamente em descobertas classificadas como “úteis”. Por “úteis”, entenda a cura do câncer, a solução para a miséria na África ou algo do tipo. Esse leitor acha que não tem cabimento apontar antenas para o céu em busca de ETs enquanto os hospitais públicos do Rio não têm antibióticos.

Logo de cara, o argumento não é tão ruim assim. Afinal, utilidade prática é um ótimo critério para investir dinheiro público. Pena que ele quase nunca foi adotado. Prova disso é que, de 1940 em diante, os EUA, sozinhos, gastaram pelo menos 5,48 trilhões de dólares em armamento nuclear. Isso foi só 7% do custo total da birra com a União Soviética. Também foi necessário projetar os mísseis e bombas que levariam essas bombas por aí, é claro. Cada unidade do bombardeiro “invisível” B-2 Spirit (que só foi terminado em 1997, anos após a queda do Muro de Berlim) saiu por 2,1 bilhões de dólares.

No contexto geopolítico atual, embora Trump pareça discordar, manter 20 aviões desses na garagem é no mínimo um jeito muito eficiente de jogar dinheiro fora – essa opinião, é claro, varia conforme a sua posição no espectro político e o status das relações diplomáticas dos EUA com a Rússia e a China. O que está acima de qualquer polêmica é o fato de que o mundo que conhecemos hoje só foi possível por causa da violência. GPS, aviação civil, cirurgias plásticas e tecnologia da informação – inclua aí internet e criptografia – são todos heranças das guerras (frias ou quentes) do século 20. Efeitos colaterais tecnológicos, que a população civil aprendeu a usar para o bem.

Agora vamos visitar o mundo ideal. Você já pensou como seria legal se nós pudéssemos dar grandes saltos tecnológicos sem matar (ou ameaçar matar) uma pá de gente no processo? Notícia boa: isso já é possível há um tempão. O nome é ciência. Que, diga-se de passagem, sai bem mais barato que explodir os outros.

A guerra é boa para a tecnologia e a inovação por uma série de motivos. Um dos principais é sua capacidade de unir especialistas de várias áreas – que, em tempos de paz, não se encontrariam nos corredores da universidade. Cartógrafos, criptógrafos, engenheiros, médicos e cientistas políticos se veem obrigados a colaborar sob pressão para alcançar soluções. Foi nesse ambiente que gênios como Marie Curie e Alan Turing colocaram suas criações à prova.

Hoje, na feliz ausência de um conflito armado de grande escala, um dos jeitos mais fáceis de unir pessoas de diferentes especialidades é buscar alienígenas – ou tentar imaginar como eles seriam, uma área de pesquisa conhecida como astrobiologia.

Para alcançar esse objetivo, precisamos de astrônomos para descobrir a composição da atmosfera de um planeta e avaliar se ele está na zona habitável de sua estrela. De físicos e químicos para, com a termodinâmica, concluir se as condições necessárias para a vida estão ali. De biólogos para entender como formas de vida simples poderiam se basear em elementos que não são o carbono que nos compõe e o oxigênio que respiramos. E até de engenheiros para projetar, construir e lançar telescópios que, do espaço, nos darão mais informações sobre esses mundos distantes. Com a união, cresce a visão de cada indivíduo. Todos esses especialistas precisam saber pelo menos um pouquinho sobre as áreas de pesquisa uns dos outros para o conjunto funcionar.

Era assim que a ciência funcionava mais ou menos até o Renascimento. Na Antiguidade, eram comuns figuras como Erastótenes – que acabou entrando para a história como pai da Geografia, mas também era astrônomo, gramático, teórico da música e uma porção de outras coisas. Esse currículo do tamanho de uma nota fiscal de compra do mês não é tão diferente do de Aristóteles, Leonardo da Vinci ou Giordano Bruno. Parte da genialidade desses nomes vem justamente do fato de que eles pensavam fora da caixa em vez de adotar uma só área de pesquisa, como é regra nas universidades de hoje. A integração de disciplinas diferentes é combustível para a inovação.

Fomentar um ambiente produtivo assim não é nem de longe tão caro quanto parece. Uma das pedras fundamentais da astrobiologia foi o telescópio Kepler, o caçador de exoplanetas da Nasa – que já encontrou bem mais de 3 mil mundos fora do Sistema Solar, vários com potencial para abrigar vida como a conhecemos (ou vida como não a conhecemos, que é justamente o foco da astrobiologia). Ele custou 550 milhões de dólares – um quarto do valor de um único B-2 Spirit. Questão de prioridades?

Fugindo da astrobiologia para ficar apenas com a ciência, os exemplos se multiplicam. O Sirius, acelerador de partículas brasileiro que está com as obras ameaçadas pela crise econômica, sairá por 1,5 bilhão de reais. É bastante dinheiro, mas nada perto dos 8,3 bilhões de reais gastos em estádios da Copa do Mundo – boa parte dos quais, já se tornou até clichê dizer, jamais serão lotados novamente.

Tudo isso e nem saí do campo prático. Talvez o maior presente que a astrobiologia possa nos dar é uma visão de mundo nova, mais humilde. Que reconheça o real tamanho e lugar da Terra, e o quanto a existência da espécie humana (e sua curiosidade) são, por si só, algo digno de atenção. E como esse é um artigo de opinião, preciso, é óbvio, terminar com uma citação. “O aspecto mais triste da vida, hoje, é que a ciência acumula conhecimento mais rápido que a sociedade acumula sabedoria.” Quem disse foi Isaac Asimov, e não eu.

FONTE: super.abril.com.br


Catarinense vence concurso da Nasa ao criar marca que ilustrará missão espacial: 'Realização de um sonho'


Rafael Fontes venceu concurso para marca de missão da Nasa (Foto: Arquivo Pessoal/Rafael Fontes)

Fã de astronomia desde criança, publicitário criou identidade visual de programa que enviará ao espaço uma impressora 3D para reaproveitar materiais.

Apaixonado desde criança pelo mundo dos astronautas, o catarinense Rafael Fontes, de 31 anos, comemora a vitória em um concurso que escolheu a marca para uma missão da Nasa,a agência espacial norte-americana. O publicitário de Barra Velha, no Litoral Norte, criou ao menos 31 projetos até vencer o concurso.

“Participei de três concursos da Nasa até vencer, foram 100 projetos. Para este último, fiz 31 inscrições. Estou muito feliz, é a realização de um sonho”, contou.


Rafael venceu o concurso que escolheu marca de missão da Nasa (Foto: Divulgação)

Reciclagem

Segundo Fontes, os candidatos foram desafiados a criar uma logomarca para uma impressora 3D que será enviada ao espaço.

“Ela poderá reaproveitar materiais, como, por exemplo, uma colher que será convertida em chave de fenda. Por isso, o conceito da marca se baseou na reciclagem. A ideia é reaproveitar materiais e diminuir o tamanho da carga de uma nave. Essa máquina vai para a estação espacial internacional com o objetivo de ser testada para futuras missões espaciais mais longas, como por exemplo, a ida a Marte”, explicou.

Sonho de fã

Ao saber do concurso, Rafael passou a trabalhar noite e dia até fazer um trabalho que julgasse apropriado para participar.

"Desde pequeno, sempre fui fã da Nasa. Quando criança, aos 11 anos, estive no Kennedy Space Center, na Nasa, na Flórida, fiz até uma uma foto lá. Sempre sonhei com essa parte do espaço, meus brinquedos eram desse tema, quando fiquei sabendo do concurso, para mim acabou sendo um objetivo de vida", disse.


No Kennedy Space Center, na Nasa, na Flórida (Foto: Arquivo Pessoal)

A marca criada por Rafael deverá ser a identidade visual do programa espacial, estar em materiais de comunicação como camisetas, canecas e na impressora que irá ao espaço.

"Eu criei um 'patch' em forma triangular, representando, primeiramente, a escotilha de uma cápsula de um foguete, em alusão ao universo da exploração espacial. Em segundo plano, o triângulo diz respeito à ideia de reciclagem. No topo do triângulo, há uma ponta listrada apontada para baixo, que simboliza a ponta de uma impressora 3D. No interior da figura, há uma ilustração de um astronauta fazendo malabarismo com as ferramentas que podem ser refabricadas por meio do equipamento que é objeto deste concurso - o Refabricator", explicou.


Criação de Rafael Fontes venceu o concurso da Nasa (Foto: Arquivo Pessoal)

'Exemplo para minhas filhas'

“Pra mim foi uma honra ter vencido o concurso. O prêmio é simbólico, de US$ 250, mas é o mais importante da minha carreira, pela importância da empresa e por tudo que representa. Espero que sirva de exemplo para minhas filhas, que desperte nelas o interesse pelo conhecimento”, afirmou.

Rafael concorreu com centenas de participantes do mundo inteiro. “Minhas filhas são pequenas, têm dois e três anos, mas espero que um dia vejam minha realização e entendam a importância da determinação e superação para realizar objetivos na vida”, disse.

FONTE: G1.COM


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Nostradamus profetizou uma Invasão Alienígena em 2017 "Ao iniciar a Terceira Guerra Mundial"?


Um auto descrito vidente fez uma alegação chocante: Em 2017, alienígenas invadirão a Terra e a Terceira Guerra Mundial iniciará.  De acordo com ele, foi o que a Bíblia e Nostradamus predisseram.
Segundo as alegações feitas pelo vidente T Chase, que gerencia o canal Revelation13 do YouTube, forças extraterrestres estão preparando um grande ataque contra a Terra e os eventos que levarão ao ataque foram descritos tanto por Nostradamus quanto pelo livro da Revelação.
Em um de seus vídeos, o médium declara ter sido capaz de decifrar as pistas escondidas nas escrituras antigas, o que finalmente o permitiu traçar uma teoria detalhando o iminente castigo.
De acordo com T Chase, um dos grandes catalisadores para o vindouro apocalipse é o presidente russo, Vladimir Putin, o qual ele vê como alguém determinado a começar um terceiro evento de hostilidade global.  Uma vez que a Terceira Guerra esteja em andamento, as forças extraterrestres irão interferir, ajudadas por – e não estou brincando – o próprio Jesus.
A coalizão Cristo-ET irá derrotar Putin e então começar a instalar uma nova ordem mundial, na qual a natureza caótica dos seres humanos será lentamente eliminada. T Chase diz que uma tecnologia de alteração de DNA que os alienígenas possuem permitirá fazer com que os humanos se tornem criaturas mais pacíficas e organizadas.

“Os humanos são propensos demais à guerra para que algum dia consigam viver pacificamente”, disse ele.

Então, como que o vidente chegou à esta conclusão?  Ele leu os sinais.
Na opinião dele, Putin foi profetizado como sendo o arauto do destino fatídico, porque quando ele subiu ao poder vários sinais celestes apareceram. Um número de planetas alinhados na forma de uma cruz, junto com um eclipse solar, deram a este evento todas as marcas de um presságio para tempos de mudanças.
T Chase também citou o livro da Revelação como fonte de informação a respeito da suposta vindoura invasão. Ele disse:

Se você decodificar Revelação 19, parece como uma invasão de OVNIs. Em Revelação 19:11 está ‘Eu vi o céu se abrir’ e ‘um cavalo branco’, e Revelação 19:14 diz ‘e os exércitos no céu seguiram em cavalos brancos’.

Estou dizendo que os cavalos brancos poderiam ser OVNIs – poderia ser Cristo e sua esquadrilha de OVNIs para derrotar o Anti Cristo na batalha do Armagedom.

T Chase invoca outra metáfora da Bíblia em seu argumento. Ele disse que em Revelação 21 o bom livro fala de uma Nova Jerusalém, e em sua opinião isto poderia ser visto como uma cidade alienígena, ou nave mãe, sendo transportada de outra dimensão para servir de quartel general alienígena.

Talvez eles irão modificar o DNA humano para fazer-nos mais pacíficos… isto é o que poderia acontecer lá.

Se isto soa muito fora da casinha para ser verdade, seu bom senso ainda está funcionando. A Bíblia pode ser interpretada de várias maneiras e, para ser honesto, esta é uma interpretação característica do Século XXI, um período marcado por receios de invasões alienígenas e tomadas de poder planetário.
Mas T Chase alega que os sinais não estão somente presentes na Bíblia, mas também nas escritas de Nostradamus:

Por um longo período um pássaro cinza será visto no céu
próximo de Dôle e das terras da Toscana.
Ele segura um galho com flores em seu bico,
mas ele morre cedo demais e a guerra termina.

O médium acredita que o pássaro cinza pode ser um OVNI pertencente aos alienígenas Greys, que aparecerão nos céus sobre a Europa.
Todavia, outra pista está escondida na Centuria 2, Quadra 70 nas escritas do reputado vidente:
O dardo vindo do céu fará sua extensão,
Mortes falando:

Grande execução.
A pedra na árvore, a orgulhosa nação restaurada,
Ruído, monstro humano, purgar expiação.
O dardo é sem dúvida um OVNI com capacidades destrutivas e será visto aniquilando milhões, afirma T Chase.

Então, há alguma razão para você se preocupar?  Se olharmos para as previsões de dia do juízo final para 2016, veremos que nenhuma se realizou. Os textos de Nostradamus e da Bíblia são, no mínimo, ambíguos, e as interpretações podem ser feitas da forma que você escolher.
A possibilidade de alienígenas um dia aparecerem na nossa porta permanece sendo real, mas é muito improvável que fomos alertados por escritas da antiguidade,
Fonte
Mais um post by: EXTRATERRESTRE ONLINE

                                               Veja o Vídeo Abaixo:

                                                Fonte:revelation13net


domingo, 20 de agosto de 2017

DECIFRADO - O Código do Agroglifo (Crop Circle) de Sutton Hall de 17 de agosto de 2017

DECIFRADO - O Código do Agroglifo (Crop Circle) de Sutton Hall de 17 de agosto de 2017






O Código do Agroglifo (Crop Circle) de Sutton Hall de 17 de agosto de 2017. Demonstrei em transmissão ao vivo, que os caracteres neste agloglifo se tratam de uma escrita antiga chamada "Transitus Fluvii (passando pelo rio em latim ), ou Passage Du Fleuve (em francês ), é um alfabeto oculto composto por 22 caracteres. É derivado do alfabeto hebraico e é semelhante aos alfabetos celestial e malachim . O nome "pode" referir-se ao cruzamento do Eufrates pelos judeus ao retornarem da Babilônia para reconstruir o Templo e ainda pode ser mais antigo, pois talvez se refira à travessia dos hebreus pelo mar vermelho.

Se afirma que, enquanto o alfabeto hebraico foi confiado a Moisés e Enochiano a Enoque, o Transitus Fluvii foi confiado a Abraão. 

É claramente possível identificar os caracteres hebraicos neste agroglifo, como as letras "Shin, beit, yud e tet" que escrevem a palavra "Shavit (שביט)" que é cometa em hebraico e, a forma do agroglifo se assemelha a um astro de cauda, um cometa. Também é possível ler a sequencia "atbash (אתב"ש)" que é uma cifra criptográfica usada pelos antigos profetas, como Jeremias.

Qual a conclusão? A palavra "Shavit (שביט)" quando sofre uma permutação pela cifra atbash, revela o valor em gematria (numerologia cabalista) igual a 392 que é o valor da frase em hebraico "Ani hú Metatron (אני הוא המטטרון)" cuja tradução é "Eu sou Metatron!". A grande maioria já sabe que Metatron é Chanoch (Enoque) e que Enoque é Metatron, o Escriba Divino, conhecedor de todos os mistérios celestiais.

Para os que não conhecem, o escritos antigos relatam que, quando os hebreus atravessavam o mar, estavam acompanho pelo Anjo de Adonai em uma coluna de nuvem durante o dia e um Pilar de fogo durante à noite. O talmude diz que era um grandioso cometa. Poucos sabem que era com Metatron que Moisés se comunicava.

Esta minha análise ainda é superficial e claro, ainda vou investigar mais profundamente. 
Fonte
Crop Circle no Reino Unido: Mensagem dos Deuses Extraterrestres? "Eclipse 21 de agosto"
Mensagem misteriosa vista neste último cro circle, que foi relatado em Sutton Hall, perto de rochford, essex, Reino Unido. Relatado no dia 17 de agosto de 2017.
-- AVISO IMPORTANTE AOS PILOTOS DE DRONES: Como este Crop Circle está muito perto do aeroporto é essencial entrar em contato com a torre de controle de tráfego aéreo do aeroporto de southend para obter permissão para quando e quão alto você pode voar.
Número de telefone: 01702-538420.
Estranho... não parece um eclipse?
O que será que os "Deuses" estariam  querendo nos dizer?
Mais fotos aqui neste link: http://cropcircleconnector.com/2017/suttonhall/suttonhall2017a.html 
Fonte


PROXIMA → Página inicial

HORA CERTA SITE UNIVERSO

Total de visualizações

Participem Fan Page Facebook

Seguidores

PUBLICIDADE

Tecnologia do Blogger.

Postagens mais visitadas

VISITANTE ONLINE