segunda-feira, 13 de junho de 2016

Todos somos deuses ou espíritos encarnados e desencarnados

AS

Desde que o mundo existe, existe também a comunicação com os espíritos humanos. Nenhum povo dos cinco continentes deixou de ter seus xamãs, médiuns, pajés, arautos, profetas, bruxas, pitonisas, kuten (médium ou xamã budista tibetano) e sacerdotes. O xamanismo chega a ser chamado de “a mais antiga religião da Ásia” (Mais detalhes sobre esse assunto em “Vozes do Mundo Espiritual – A história secreta do contato com espíritos através dos tempos”, lançado no Brasil pela Ed. Pensamento, SP, 2016, do irlandês J. H. Brennan, especialista em pesquisas psíquicas, plano astral, sonhos, reencarnação e física subnuclear, e mestre em esoterismo ocidental pela Universidade de Exeter, Inglaterra).
Além de erros e superstições nessa área, deve-se destacar a confusão que fizeram entre Deus e os espíritos humanos denominados também de deuses. Daí a advertência de João: “Caríssimos, não deis crédito a qualquer espírito, mas examinai os espíritos, para ver se são de Deus (do bem), pois muitos profetas da mentira espalharam-se pelo mundo” (1 João 4: 1). “Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus...” (1 João 4: 2). Havia muitos cristãos docetistas na época apostólica que achavam que Jesus Cristo tinha um corpo carnal só aparentemente, o que é um grande erro. Com o monoteísmo, a confusão de espíritos com Deus diminuiu. Mas era e é ainda necessário o exame dos espíritos recomendado por João, pois os maus ou atrasados podem nos enganar comportando-se como verdadeiros profetas, quando podem ser falsos. Porém, examinar espíritos é entrar em contato com eles, o que é praticar o espiritismo! Aliás, quem examina mesmo os espíritos são os espíritas.
Todos nós somos deuses, mas relativos. “Vós sois deuses” (Salmo 82: 6; e João 10: 34). E Deus mesmo absoluto e verdadeiro é um só, ou seja, aquele que é o Deus Pai, Primeira Pessoa da Santíssima Trindade, único ser incontingente de são Tomás de Aquino, para quem os demais seres são todos contingentes. E a doutrina espírita tem essa mesma teologia, pois ela ensina que Deus é a inteligência suprema e a causa primeira de todas as coisas.
Mas voltemos à grande verdade bíblica de nosso contato com os espíritos. Jesus até disse: “Contudo, alegrem-se, não porque os espíritos se submetem a vocês, mas porque os seus nomes estão escritos nos céus” (Lucas 10: 20). Para Jesus, pois, nosso contato com os espíritos é uma verdade inquestionável. E junte-se a isso o fato de que os apóstolos e os primeiros santos cristãos terem-se encontrado com espíritos. Exemplos são a Anunciação do anjo Gabriel a Maria; a voz no batismo de Jesus; e o fenômeno da manifestação do próprio Espírito desencarnado de Jesus na estrada para Damasco. Lembremo-nos também da transfiguração, a qual foi uma verdadeira sessão espírita presidida por Jesus e assistida pelos três médiuns especiais Pedro, João e Tiago, sempre presentes nos feitos mais importantes de Jesus. Nela, os espíritos manifestantes foram Moisés e Elias que, já havia muitos séculos, tinham vivido aqui na Terra.
O mesmo erro antigo que, ainda hoje, se repete muito: as pessoas confundem os espíritos e deuses que somos nós com o Espírito do próprio Deus! Mas o pior é elas acharem que Deus só permite que os espíritos maus se comuniquem conosco, como se Ele próprio estivesse tramando com eles contra nós!


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