sábado, 11 de junho de 2016

Um jovem planeta mais novo do que os seres humanos já está morrendo




Astrônomos descobriram um planeta “Júpiter quente” recém-nascido em um sistema estelar distante que está lentamente morrendo. É questão de tempo até que esse pequeno planeta bebê vire apenas poeira.

Localizado a 1.100 anos-luz de distância na constelação de Orion, esse sistema estelar tem apenas dois milhões de anos de idade. Isso não é nada em termos cosmológicos. Para dar um pouco de perspectiva, a Terra tem 4,5 bilhões de anos, e o primeiro gênero Homo surgiu na África há cerca de 2,8 milhões de anos. Isso significa que essa estrela é mais jovem do que os seres humanos mais antigos.

E um desses planetas já está morrendo. Como descrito no Astrophysical Journal, esse planeta recém-nascido – com cerca do dobro do tamanho de Júpiter – está girando ao redor da sua estrela a uma velocidade ridícula, exigindo apenas 11 horas para completar a órbita. Conforme ele gira ao redor dessa órbita, a gravidade da estrela hospedeira está afastando as suas camadas exteriores.

De acordo com pesquisadores da Universidade Rice que lideraram o estudo, é um caso extremo de um “Júpiter quente evaporando”. Cientistas observaram órbitas pequenas no passado, mas nunca em um planeta tão jovem.

Na verdade, esse é um dos planetas mais jovens já descoberto. Até hoje, astrônomos já detectaram mais de 3.300 exoplanetas, a maioria deles orbitando estrelas de meia idade como o Sol. No começo do ano, astrônomos anunciaram a descoberta de um planeta enorme em uma órbita apertada ao redor de uma estrela tão jovem que ainda conta com um disco de gás e poeira. Esse novo planeta, chamado PTFO8-8695 b, compete com esse em relação à juventude.

Em relação ao destino do novo planeta, os astrônomos só podem especular no momento.

“Não sabemos o destino final desse planeta”, destacou o pesquisador Christopher Johns-Krull em um comunicado. “É possível que ele tenha se formado bem longe da estrela e migrou até um ponto em que ele está sendo destruído.” Ele diz que muitos planetas de órbitas pequenas próximos a estrelas de meia idade estão em órbitas estáveis, mas sua equipe ainda não sabe quão rapidamente este planeta jovem vai perder sua massa e “se ele vai perder massa demais para sobreviver.”

Observações espectroscópicas revelaram que o planeta só tem cerca de três ou quatro vezes o tamanho da estrela – mas as emissões de hidrogênio dele são quase tão brilhantes quanto as que saem da estrela.

“Não há como uma coisa confinada na superfície do planeta produzir esse efeito,” diz Johns-Krull. “O gás precisa preencher uma região muito maior onde a gravidade do planeta não é mais forte o bastante para prendê-lo. A gravidade da estrela assume o controle, e em algum momento o gás vai seguir em direção à estrela.”

[Astrophysical Journal]

Conceito artístico do planeta. Imagem via A. Passwaters/Universidade de Rice.

FONTE: GIZMODO BRASIL


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