terça-feira, 12 de julho de 2016

Casos Ovnis ocorridos em Piracicaba (SP) e em seu entorno (4)




CASO TOCA DO ÍNDIO.

Por falar em terrenos acidentados (região de Analândia), na area
do Bairro Volta Grande (Caso Volta Grande), em setembro de 1988, ouvimos
comentários dos moradores sobre a existência de uma gruta, situada em lugar
incerto, onde os boatos são de que pessoas e animais se perdiam, sendo que
alguns até falam de casos sem retorno.
Depois de muita persistência e investigação descobrimos o local da
gruta (que a maioria dos moradores desconhecem). O próximo passo seria
encontrar o proprietário das terras onde situa-se a cavidade. Em setembro de
1988 traçamos a sua localização a 20Km de Piracicaba, a 290°Noroeste (30Km
pela estrada). O dono da terra, o sr. Darci, possuia um supermercado situado
em Piracicaba.

DE VOLTA A TANQUINHO.

Antes de ir ao supermercado conversar com proprietário, fui
procurado por um amigo que trabalha no DER (Polícia Rodoviária), o
patrulheiro Costa. Segundo ele, dois de seus colegas ao passarem pelo Km 19
da SP 127 (entre Tanquinho e Vila Nova), que liga Piracicaba a Rio Claro,
teriam visto no canavial a Leste da estrada uma estranha luz. Ao pararem
para averiguação, teriam visto um objeto de forma cônica envolvida por uma
luz esverdeada. Tudo teria desaparecido repentinamente, antes que maiores
detalhes fossem percebidos.

Para confirmar essa história depois de muita insistência consegui
falar com um dos policiais envolvidos. Em 22/10/1988 entrevistei o
patrulheiro Vieira, que não admitiu o gravador na entrevista, mas contou que,
juntamente com seu parceiro, o policial Vala, ao transitar pelo Km 19 da SP
127, em janeiro de 1988, viram uma luz na margem Leste da estrada e pararam
para averiguar. Segundo ele, entre uma luz amarelada ou esverdeada, teve a
impressão de ver um humanoide baixo de capacete, ou então uma cabeça grande
desproporcional ao corpo.
O policial San Ruan, que embora não tenha testemunhado a cena,
declarou que se lembra da ocasião. Segundo San Ruan, os dois colegas chegaram
"brancos de medo" ao quartel naquela noite e, além disso, ele próprio teria
ido ao local no dia seguinte a procura de vestígios. Bem mais extrovertido em
notoriamente sem medo de se envolver na questão, ao contrário das
testemunhas, alega ter encontrado no canavial algumas canas amassadas,
sugerindo sutilmente um círculo de 6 a 7 metros de diâmetro, que coincide com
"uma luz envolvente de uns 7 metros", no meio da qual estaria, sem nenhuma
certeza, o ser humanoide. Não se sabe se era apenas uma luz ou um objeto
cônico que estaria no local.

EM FIM, A GRUTA.

A 29/10/1988, fui pedir ao sr. Darci para visitar suas terras e
explorar a Toca do Índio, como é conhecida pelos moradores a citada gruta, e
parti juntamente com o Luís em direção da mesma. Depois de andar um pouco
achamos sua entrada.
Um córrego natural esculpiu com o tempo, um pequeno "canyon" de 60
metros de prufundidade e vários quilômetros de comprimento, sendo que numa
destas "paredes" de arenito está a gruta, que antes deveria ser um canal
subterrâneo de água e hoje está exposto. A inscrição mais antiga, se
verdadeira, data de 1942. No interior da gruta um túnel estreito segue até
uma curva, de onde não passamos. Ali era necessário rastejar um bom pedaço,
mas isso seria desaconselhavel, pois o grande número de morcegos deixou um
tapete de fezes, nas quais se desenvolve um fungo conhecido dos espeleólogos,
que pode se instalar nos pulmões.
De qualquer forma, não tivemos muito interesse em aprofundar nossa
exploração, pois ufologicamente a gruta não parecia atraente. Labirintos
estreitos e túneis verticais podem ter tragado animais que segundo os
moradores ali entraram sem retornar jamais. O mesmo poderia acontecer com um
homem. O nosso medidor de intensidade de campo eletromagnético indicou, no
entanto, um valor ligeiramente acima do normal, um pouco estranho para um
lugar onde não existe equipamentos elétricos. Fica aqui o registro.

Km 19; CONTRADIÇÕES!


Em 05/11/1988, encontrei o policial Vala, que estaria junto com o
Vieira na ocasião do avistamento do Km 19. Muito mais reservado, se limitou a
dizer que "ambos" apenas pensaram ter visto uma luz no canavial, sendo que
ao averiguar descobriram qua nada havia ali.
Por estranho que pareça, pois estes relatos mais parecem um
punhado de contradições e desmentidos, algumas coincidências e detalhes
interessantes aqui e ali, tornarão todas estas informações consideráveis. O
guarda San Ruan, que informou ter voltado ao local do avistamento no dia
seguinte, foi bem claro ao dizer que na noite do fato, as "duas" testemunhas
disseram ter visto uma luz de tom amarelado, com uma base mais ou menos
circular, com uns 6 ou 7 metros de diâmetro.
No quartel, porém, todos concordam com uma coisa: houve muita
gozação em cima dos dois. Pergunta-se: só por causa da impressão de ter visto
uma luz no canavial, numa área onde isso é perfeitamente possível por ser um
local não tão deserto?
Em 06/11/1988, fui novamente com o Luís a região de Tanquinho
tentar falar com os moradores , a procura de outros casos na região. Hoje
imagino o que pensavam aqueles moradores, quando dois desconhecidos batiam à
porta perguntando se alguém viu um "disco voador" pelas imediações. De
qualquer forma é quase o que fizemos. Somente o vigia da Usina Capuava
confirmou que os mais antigos moradores, constantemente falavam em
avistamentos das denominadas "mães-de-ouro" principalmente no chamado "Mato
do Macaco". No mesmo dia, caminhamos neste mato, sem que nada de anormal
fosse constatado.
No dia 1º/01/1989, Luís Custódio veio com uma notícia colhida na
CPFL, que por volta de 1985 foram registrados vários black-outs na energia em
Tanquinho, sem que nunca tenha surgido uma explicação lógica para o fato.
Todos duraram pouco tempo.
Em 03/01/1989, procurei na Câmara Municipal de Piracicaba os
arquivos de Tanquinho. Este distrito de Piracicaba tem sua primeira menção
oficial em 1854, mas tudo que achei foram textos manuscritos relativos a
melhorias na região, como reformas, abertura de estradas e coisas do gênero.
Uma nova vigília foi realizada por mim e pelo Luís no dia
08/01/1989 nas proximidades de Tanquinho.


CASO VOLTA GRANDE.

Em fevereiro de 1989 voltamos bairro Volta Grande, novamente eu e
o Luís, acompanhado do Sr. Lúcio Messias. Desta vez fomos a passeio e com o
intuito de conhecer melhor a região.

OCORRÊNCIAS TAMBÉM EM RIO CLARO.

Bem mais ao norte de Tanquinho, está a cidade de Rio Claro, onde
também soubemos de alguns casos de avistamentos de OVNI's, um deles próximo
ao horto florestal daquela cidade. O caso foi pesquisado pelo Prof. Renato,
Luís, Magno e eu, tratando-se de um caso de 1º grau precedido de premunição,
além do desaparecimento do UFO em pleno ar. Detalhes não serão divulgados
por exigência da testemunha.
Grande problema esse, da proibição das testemunhas em divulgar
seus relatos, mas que deve ser respeitada para garantir que as mesmas não
corram o risco de serem ridicularizadas pela sociedade (como se esta não o
fosse). Esta situação serve de entrave para as pesquisas por duas razões
principais: uma é a dificuldade de conseguir que as pessoas exponham suas
experiências; outra, a proibição da divulgação dos relatos, o que poderia
auxiliar pesquisadores com os quais não se tem um intercâmbio. Algumas vezes,
o nosso grupo teve de fornecer documentos por escrito garantindo o sigilo das
histórias.


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