terça-feira, 19 de julho de 2016

Casos Ovnis ocorridos em Piracicaba (SP) e em seu entorno Parte 6




CASO ESCOLINHA.

Em 24/05/1989, fui avisado de uma ocorrência que teria se dado no
dia anterior (23/05/1989) no distrito de Tupi, próximo ao Horto Florestal de
Tupi, no município de Piracicaba, às 18h:30min e 18h45min. A testemunha é o
sr. Lazaro. Conforme declarações, ele se encontrava no local e hora
mencionados a espera do patrão que iria busca-lo. O sr. Lázaro era
tratorista, sendo que no dia operava uma máquina de esteira na abertura de
uma estrada rural. Durante a espera, percebeu uma súbita iluminação do local,
clareando ele, o trator e tudo mais a sua volta, porém foi tão rápido que
ignorou o fato.

Quinze minutos depois houve uma nova claridade, porém mais
perceptivel, assustando-o e fazendo com que fugisse do trator. Perguntei se
pode ver a fonte de luz obtendo uma resposta negativa. Porém, se a fonte da
iluminação estivesse acima da cabine do trator, não seria visível ao ocupante
por causa da capota.
Em Tupi já se falou muito em OVNI"s, embora não haja nada de
confirmado. O local é frequantado por muitas pessoas a passeio. Quanto ao
local específico do caso em questão, fica fora da área de circulação. quase
em frente a uma escolinha rural (abandonada). No momento da ocorrência, assim
como no dia 28/05/89, quando eu e o Luís estivemos no local, não havia
ninguém na área. Nada percebemos de anormal.


CASO JARDIM PLANALTO.

Elaine Tamborim Domingues, moradora do Jardim Planalto, em
Piracicaba, declarou ao grupo em 10/06/1989, que no dia 07/06/1989 às
18h30min, sua mãe estava estendendo roupa no quintal de sua casa, quando a
chamou para ver um um ponto interessante no céu. A princípio parecia um
avião, mas a forma (Luz Branca com uma outra vermelha que parecia girar ao
redor, com variação no brilho e na intensidade) e o movimento (vôo reto, uma
parada brusca e ligeiras mudanças na altitude aparente) levaram a testemunha
a concluir que não se tratava de uma aeronave comum. O OVNI "veio voando e
parou no ar", quando mudou sua forma, isto é, aumentou o brilho e
possibilitou ver a luz vermelha girando ao redor. Maiores detalhes não foram
distinguidos por causa da grande distância. Ficou assim por quase duas horas
e o afastamento não foi visto.
Claro que não sabemos exatamente o que seria aquela luz, mas como
a testemunha insistiu que não era nada convencional, e que ja observara
balões e aviões anteriormente, afirmando que conhecia seu aspecto, deixamos
aqui mais este registro.


CONFIRMANDO UM CASO DAS PICK- UPS.

Com tantos relatos, procuramos novamente uma das testemunhas do
caso das pick ups que teriam se perdido na região de Tanquinho, no intuito de
descobrir alguma pista para este caso. Em 02/07/1989, o Luís, o Prof. Renato
e eu fomos com o sr. Francisco Severino a região tentar refazer o trajeto e
quem sabe encontrar uma explicação. Depois de uma insistência nossa, pois a
testemunha procura evitar a região a noite, convencemos a nos acompanhar.
Depois de confirmar tudo o que já disse antes, levamos o sr.
Francisco pelo trajeto que ele se lembra, mas não ainda não conseguiu
entender como sairam da rota normal. Eu e o Luís fizemos vigílias nos dias 23
e 25 do mesmo mes.


A ESTRELA QUE PARECIA DISCO VOADOR.

Em 1º/09/1989, o sr. Daniel Frasson ligou para o grupo, dizendo
que a tal estrela iria descer novamente. Luís se dirigiu rapidamente para
Vila Nova e constatou que era simplesmente o Planeta Vênus que se punha no
Oeste ao entardecer, com um forte brilho e um bonito efeito visual devido ao
relevo, dando realmente e impressão de proximidade.
Certamente, este não é um bom sinal, pois o crédito para as
histórias do sr. Daniel fica abalado; se ele interpretou erroneamente este
fenomeno, porque não teria agido da mesma forma nos casos Pedreira I e II.
Assim, por enquanto, deixemos os fatos como estão, apenas registrando os
relatos. Outras testemunhas dos casos Pedreira não foram encontradas.
Considera-se, no entanto, a semelhança do OVNI mencionado pelo sr. Daniel e a
"coisa" supostamente vista pelos policiais no Km 19. Além disso, pudemos
desconfiar que esta estrela seria apenas o planeta Vênus, mesmo durante a
narrativa do sr. Daniel. Com base nisso, devemos considerar importantes os
casos Pedreira I e II, por ainda não termos encontrado evidências que
indiquem a falsidade de tais depoimentos.


NOVAMENTE, O Km 19.

Um dos filhos do sr. Daniel conversando conosco no dia 03/09/1989,
afirmou que ouviu uma historia sobre alguem que afirmou ter avistado um OVNI
no Km 19 da SP 127. Ele não sabia sobre o caso dos policiais.


CASO "GODINHOS".

Em 27/12/1989, o prof. Renato me informou sobre estranhos sinais
que apareceram no pasto da fazenda João Crivelari, localizada no bairro
Godinho a 10 Km de Piracicaba. Existe uma certa proximidade com o Distrito de
Tanquinho e Vila Nova.

Os primeiros sinais foram notados pelos morado res por volta do
dia 10/12/1989, de maneira ainda discreta.
Em 29 de dezembro, o prof. Renato, sua esposa Luzia, Luís Custódio
e eu estivemos no local. Além de tirar algumas fotos, levamos equipamentos
sensores, sem que nenhum deles indicasse qualquer anormalidade (sensoreamento
magnético e radioativo).
Fiz alguns desenhos e tiramos várias medidas dos sinais, visíveis
no pasto em farta quantidade. Cogitamos até mesmo a possibilidade de se
tratar de uma possível tentativa de comunicação ET. O sr. Ismael Crivelari,
que nos atendeu naquele dia, informou que mais ou menos 20 dias antes os cães
da fazenda latiram muito a noite, de maneira estranha, justamente quando
começaram os sinais. Aproveitei a viagem para colher amostras de solo que
seriam analisadas na ESALQ - Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz,
aqui de Piracicaba.

Aconselhados pelos técnicos da ESALQ, fizemos primeiramente exames
de fertilidade de solo, os quais ficaram prontos em 24/01/1990. Segundo o
prof. Edson, nenhuma razão para o aparecimento de manchas no pasto foi
encontrada no exame efetuado. Ele não soube, portanto, explicar o fato.
Estas manchas ou sinais, são figuras geométricas em forma de
circunferências, semi-circunferências e círculos de tamanho variando de 0,5 a
7 m. Os desenhos se definiam pela mudança de cor do capim, sendo que as
figuras em tom verde escuro, contrastavam com o pasto amarelado. Estas marcas
começaram sutis, mas o contraste aumentou gradualmente com o passar dos dias,
sendo que os moradores disseram quando estivemos no local, a diferença de
cor já começara a declinar. Estes desenhos ocupam uma área maior de 10000m².
Na primeira vez tentamos ainda levar um pesquisador da ESALQ, mas não pudemos
por ser época de férias.

No dia 17/01/1990, novamente estivemos em Godinho para averiguar a
situação. Notamos que os sinais começaram a desaparecer com o crescimento do
capim, propiciado pelas chuvas. O contraste das figuras diminui pois o capim
novo aparece mais verde. Verificamos também que num único local, a marca que
os moradores dizem ser a mais antiga, o capim que antes a compunha começara a
secar; antes uma marca verde, agora uma marca seca.
Outro fato interessante que encontramos é uma cerca de arame
farpado que cruza uma das circunferências, na qual o fio inferior, ao
contrario de toda extensão restante, não apresentava ferrugem justamente
acima da figura do pasto, ou seja, acima da marca não havia oxidação. Por ser
um caso único, é possivel ser apenas uma coincidência.
Em 28/01/1990, tive um sonho à noite, no qual me encontrava no
município paulista de Jumirin, num sítio de parentes. Embora não estivesse
programado, meus pais me convidaram para ir até lá, desconhecendo eles o
sonho que tive. Lá chegando, comentei o caso Godinho. Meus parentes me
disseram então que cerca de um ano antes, um roçador contratado chamou a
atenção para marcas parecidas que surgiam lá também. Andando pelo sítio ainda
encontramos algumas marcas no pasto, sendo que a única diferença com as
figuras de Godinhos, está no fato de serem as marcas de Jumirin menores e de
dificilmente se encontrar uma circunferência completa. O contraste também e
menor.
Em 10/02/1990, juntamente com uma equipe de profissionais
especialmente convidada pelo Projeto Alfa, retornamos a Godinhos. Os
convidados foram: prof. Moacir Campones do Brasil e prof. Godofredo Cesar
Vitti, ambos da ESALQ/Dpto. solo, biologia e fertilizantes; Prof. Dilermando
Perecin, da Faculdade de Agronomia de Jaboticabal; Elias Salun, diretor da
AAAP, Associação de Astrônomos Amadores de Piracicaba; prof. Eduardo Augusto
Salgado, mineralogista especilaizado em cristalografia ótica, também da
ESALQ, já na época aposenta do.
Após vistoriarem e fotografarem o local, além de colherem muitas
amostras de solo, fizeram algumas especulações na tentativa de explicar o
fato, mas a hipótese mais viavel parece ter sido a do prof. Moacir, que
suspeitou tratar-se de uma colônia típica de fungos, que trabalham de maneira
progressiva produzindo circunferências a partir de um centro. A concentração
de atividade biológica explicaria o contraste verde escuro.
Uma matéria sobre este caso foi publicada no Jornal de Piracicaba
em 16/02/1990.
Mais tarde, no 12/07/1990, comparecemos na ESALQ a pedido do prof.
Moacir, para uma reunião com alunos, professores e uma especialista em
fitopatologia para discutir o assunto. Segundo ele, para se provar a hipótese
dos fungos seria necessário esperar a inflorescência destes vegetais, que
aconteceria quando as condições climáticas e ambientais se tornassem
favoráveis àquela determinada espécie de fungo, pois assim, eles se tornariam
visíveis, como os cogumelos por exemplo. Isso, porém, não tem data previsível
para acontecer, podendo demorar e até mesmo não ocorrer jamais. O prof.
Moacir citou um caso parecido, nos Estados Unidos, onde os exames
laboratoriais não identificaram a causa de manchas semelhantes às de Godinho,
mas essas desapareceram com a aplicação experimental de fungicidas. O
professor inclusive me mostrou o livro (em inglês), onde estava estampado um
desenho das manchas. que realmente muito se assemelhava com as de Godinho.
No final da reunião, chegou-se a conclusão que não havia como
saber o que realmente causou aquelas circunferências no pasto, embora
houvessem 90% de probabilidade a favor dos fungos.
Sabemos, então, que existem colônias de fungos que crescem a
partir de um centro, formando com o tempo uma circunferência, mas não é
possível ter certeza. Embora nenhuma outra hipótese tenha sido formulada,
restam especulações como tentativa de comunicação extraterrestre ou
"extra humana", ainda que com veículos naturais da Terra. Se "são" os deuses
astronautas, precisamos perguntar o que querem eles nos dizer com a natureza
que possivelmente criaram, e também com as circunstâncias que estariam
promovendo em nosso meio. É bom, no entanto, refrear as especulações, se não,
no final deste relatório, teremos uma nova ceita.


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