terça-feira, 30 de agosto de 2016

Pés na Terra ( ESPIRITUAL)

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Há uma expressão bastante popular para nos referirmos a uma pessoa bem consciente da realidade: dizemos que ela é “pés no chão”.
Paralelamente, no âmbito das terapias usamos bastante a expressão “aterrar” para quando detectamos a necessidade da trazer alguém para um contato mais direto com a matéria, por exemplo. Sim! Esta postagem é sobre o elemento terra e você! Feminino por natureza o elemento Terra dá nome ao nosso planeta, que é coberto em sua maior parte de água, outro elemento de natureza feminina. O ar e o fogo, completando o quadro dos quatro elementos, são relacionados à energia masculina. Quando vivíamos de forma tribal, numa relação íntima com a natureza, nós humanos experimentávamos um estado psicológico quase que de simbiose com o meio. Não havia uma separação tão gritante entre nós e a Terra. Éramos seus filhos e vivíamos tal qual um bebê com sua mãe, numa estreita conexão.

Com a evolução da nossa espécie, e todo o avanço tecnológico, de bebês passamos a adolescentes. Como todo adolescente, pensamos que já sabemos tudo e a grande Mãe é vista como um impeditivo para nossos planos mais ousados de civilização. Passamos por cima da natureza com o rolo compressor da ganância. Hoje, nossos pés mal tocam o chão. Confinados em escritórios, calçados com uma boa sola de borracha, transitamos diariamente sobre pisos artificiais.
Durante milênios um lento e pernicioso processo foi acontecendo sem que nos déssemos conta, até que essa desconexão começou a nos trazer consequências em forma de doenças. Oras, todo desequilíbrio tem como consequência a doença. É por isso que, utilizamos o aterramento como forma de reconexão na psicoterapia e principalmente na terapia corporal. O que seria aterrar? Uma técnica avançadíssima que implica em métodos complicados como pisar no chão com pés descalços. Simples assim.
“Em nossa cultura, o desenvolvimento do que é elevado ou “superior” é mais valorizado do que o contato com o chão (groundedness ou aterramento). Cultivamos mais as funções da cabeça do que as do hara. Ao enfatizarmos as faculdades do intelecto e do superego, temos como meta controlar nossas ações e dirigir nossas vidas. Muitas pessoas se recusam ou perderam essa capacidade de sentir suas funções vegetativas, e menos ainda se permitem senti-las com prazer e com qualquer sentido de suas implicações cósmicas. Acrescente-se a isso os tabus específicos relativos às funções sexuais e excretórias na região pélvica e fica fácil ver porque, ainda que de modo inconsciente, nossa bioenergia tende a direcionar-se para a parte superior do corpo com maior força do que para a parte inferior.” – disse Clover Southwell, terapeuta bioenergético.
O hara, ao qual ele se refere, é um centro de energia situado abaixo do umbigo, muito trabalhado nas artes marciais, juntamente com técnicas que plantam os pés do praticante ao chão, energizando suas pernas e oferecendo um centro de equilíbrio ao corpo que dificulta que o adversário o derrube.
Perceba o quanto é importante estar bem “plantado” ao chão aonde quer que você esteja. Principalmente para quem pratica meditação e práticas espirituais diversas, muitas vezes nos sentimos flutuando, ou desacoplados, com uma desagradável sensação de estar “anuviado”. Saiba que é hora de aterrar um pouco. Mais corpo, mais matéria, mais chão, é o que lhes recomendo. O primeiro chakra – muladhara na base da coluna, um tanto temido por sua energia mais primal, relacionada aos instintos mais básicos e viscerais do ser humano, o muladhara é também conhecido como chakra raiz. Está aí mais uma forma de aterrar, meditando nesta região, imaginando raízes profundas que partem do seu corpo até o centro da Terra.
Outras dicas: pisar na grama, se conectar a uma árvore, comer alimentos que são raízes, como a mandioca, por exemplo. Você pode praticar uma dança, tai chi, yoga, caminhar na beira do mar, ficar um pouco descalço em casa mesmo.
Há exercícios específicos também. Vamos lá:

1 – Tire os sapatos, desligue celulares e aparelhos eletrônicos que possam lhe distrair. Coloque uma música suave, que lhe remeta a um relaxamento.
2- Fique de pé, pernas afastadas apenas na largura do seu quadril. Braços estendidos ao longo do corpo, bem relaxados.
3 – Feche os olhos e percorra mentalmente seus pés e pernas. Estão relaxados? Verifique se os joelhos não estão hiperestendidos e relaxe.
4 – Sinta como esta a distribuição de peso do seu corpo, verifique se os dois pés recebem igual carga. Reajuste se necessário.
5 – Permita que os joelhos tenham uma leve flexão e coloque sua consciência em quanto seus pés e pernas lhe sustentam. Fique com suas percepções por um ou dois minutos.
6 – Esteja! Mantenha-se presente nas pernas e pés.
7 – Energize mentalmente toda a região pélvica, pernas e pés. Sinta a conexão, perceba a sustentação do elemento terra.
8 – Crie raízes, que vem de camadas profundas da terra, sobem pelas pernas, percorrem sua coluna vertebral e chegam até o topo da sua cabeça, mantendo o eixo vertical de seu corpo.
9 – Perceba-se forte, poderoso como uma grande árvore.
10 – Com uma atitude mental de agradecimento, abra os olhos devagar e retorne.

O exercício parece muito simples, mas se você se sensibilizar para os pequenos detalhes, sentirá uma energia muito forte. Além de todo caráter imaginativo, para quem prefere explicações mais lógicas, basta observar como funciona um circuito elétrico e sua relação com o “fio terra”. Em caso de sobrecarga, é preciso haver descarga, não é mesmo? É preciso criar polarização.
Imagine os benefícios de praticar o aterramento durante a TPM, por exemplo, quando o corpo feminino direciona a energia para baixo.


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