sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Uma nova zona habitável



Um novo estudo sugere que um planeta tem de começar com uma temperatura interna "ideal" a fim de suportar vida.
Crédito: Michael S. Helfenbein/Universidade de Yale

De acordo com um investigador da Universidade de Yale, a procura por mundos habitáveis precisa abrir espaço para uma segunda "zona habitável".

Durante décadas, pensava-se que o fator chave para determinar se um planeta pode suportar vida era a distância à sua estrela. No nosso Sistema Solar, por exemplo, Vénus está demasiado perto do Sol e Marte está demasiado longe, mas a Terra está numa posição ideal. Essa distância é o que os cientistas chamam de "zona habitável".

Pensava-se também que os planetas eram capazes de autorregular a sua temperatura interna através da convecção do manto - o deslocamento subterrâneo de rochas provocado pelo aquecimento e arrefecimento internos. Um planeta pode começar demasiado frio ou demasiado quente mas, eventualmente, acabar por se adaptar à temperatura certa.

Um novo estudo, publicado na edição de 19 de agosto da revista Science Advances, sugere que simplesmente estar na zona habitável não é o suficiente para suportar vida. Um planeta também deve começar com uma temperatura interna ideal.

"Se reunirmos todos os tipos de dados científicos de como a Terra evoluiu ao longo dos últimos milhares de milhões de anos e tentarmos perceber o sentido, eventualmente acabamos por perceber que a convecção do manto é bastante indiferente à temperatura interna," afirma Jun Korenaga, autor do estudo e professor de geologia e geofísica em Yale. Korenaga apresenta uma estrutura teórica geral que explica o grau de autorregulação esperado para a convecção do manto e sugere que a autorregulação é improvável para planetas parecidos com a Terra.

"A falta do mecanismo de autorregulação tem implicações enormes para a habitabilidade planetária," comenta Korenaga. "Os estudos da formação planetária sugerem que os planetas como a Terra formam-se através da colisão de múltiplos impactos gigantes, e sabe-se que o resultado deste processo altamente aleatório é muito diverso."

A diversidade do tamanho e da temperatura interna não prejudicaria a evolução planetária caso existisse autorregulação da convecção do manto, explica Korenaga. "O que nós tomamos como adquirido neste planeta, como oceanos e continentes, não poderia existir caso a temperatura interna da Terra não estivesse entre um determinado intervalo, e isto significa que o começo da história da Terra não pode ser nem demasiado quente nem demasiado frio."

FONTE: http://www.ccvalg.pt/


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