sábado, 17 de setembro de 2016

Cientistas detectam nascimento de novo planeta em nuvem de poeira estelar



"TW Hydrae" é uma estrela jovem, com idade estimada em cerca de 10 milhões de anos (Foto: NAOJ)

Astrônomos usaram telescópios no Chile para identificar planeta em formação.

Astrônomos descobriram sinais de um planeta "filhote", que está se formando ao redor de uma estrela distante 176 anos-luz da Terra.
O novo planeta foi detectado a partir de telescópio localizado no Chile e, apesar de parecer distante, está próximo à Terra em termos astronômicos.
Cientistas acreditam que se trata de mais um "gigante de gelo", semelhante a Urano ou Netuno em nosso Sistema Solar. Os resultados serão publicados na revista científica Astrophysical Journal Letters.

Desde que os primeiros planetas fora do Sistema Solar passaram a ser encontrados, nas duas últimas décadas, astrônomos descobriram que eles não necessariamente acompanham o mesmo modelo dos oito planetas que orbitam o Sol.
Existe uma grande diversidade na configuração dos sistemas planetários, bem como nas características dos próprios exoplanetas.
Não há consenso, contudo, sobre a forma como essa diversidade surge. Também há debate sobre a formação de "gigantes de gelo" tal qual esse novo planeta, identificado em uma nuvem de poeira ao redor da estrela TW Hydrae.
Takashi Tsukagoshi, da Universidade de Ibaraki, no Japão, e seus colegas usaram um telescópio no norte do Chile para olhar de perto o local de formação do novo planeta. A TW Hydrae é uma das mais jovens estrelas próximas à Terra. Tem aproximadamente 10 milhões de anos.
Graças a sua proximidade e ao fato de seu eixo de rotação apontar em direção à Terra, os astrônomos foram capazes de obter uma visão frontal do sistema planetário em desenvolvimento.
A jovem estrela está cercada por um disco feito de pequenas partículas de poeira. As variações no sinal recebido pelo telescópio permitem estimar o tamanho dos grãos de pó.
Pequeninas partículas de poeira permeiam a lacuna mais saliente do disco, que tem um raio de 22 unidades astronômicas (cada unidade equivale à distância média do centro da Terra ao centro do Sol).
Interações gravitacionais e fricção entre gás e poeira, provavelmente, levaram os grãos maiores para fora dessa lacuna, dizem os pesquisadores.
A equipe calculou a massa do novo planeta com base na largura e profundidade do raio desse disco e descobriu que ele é provavelmente um pouco mais robusto que Netuno.
"Combinado com o tamanho da órbita e o brilho da TW Hydrae, o planeta seria um planeta gigante gelado como Netuno", disse Tsukagoshi.
O telescópio usado nessa descoberta é composto por 66 antenas de alta precisão localizados num planalto do deserto de Atacama, a uma altitude de 5 mil metros.
As antenas dele capturam e acumulam ondas de rádio a partir de fontes astronômicas, permitindo aos astrônomos observarem através da poeira que escurece partes do céu.

FONTE: G1.COM


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