sábado, 12 de novembro de 2016

A próxima superlua vai ser a maior da sua vida



Foto tirada pelo amigo Rodrigo Veríssimo com o equipamento Canon SX400 IS

Muitas vidas começaram e terminaram sem que a Lua ficasse tão grande quanto estará neste mês. No dia 14 de novembro, observadores do céu vão testemunhar a lua cheia mais próxima, ou “superlua”, de 2016. Mas o mais empolgante é que será a maior lua cheia desde 1948 – e não teremos outra como essa até 2034.

O motivo da lua parecer encolher e crescer no céu é que a sua órbita não é um círculo perfeito, e sim uma elipse. Conforme a oscilação entre o seu ponto mais próximo (perigeu) e o mais distante (apogeu), sua distância para a Terra varia em aproximadamente 50.000 quilômetros. Isso é traduzido em uma variação de tamanho comparável à diferença entre uma moeda de 5 centavos e uma de 25 centavos.

Luas cheias e luas novas ocorrem quando a Terra, o Sol e a Lua formam uma linha, o que astrônomos chamam de “sizígia”. Quando a lua está no lado oposto ao da Terra em relação ao Sol durante a sizígia, ela aparece cheia. E quando esse alinhamento celeste em particular também coincide com um perigeu, temos uma lua excepcionalmente grande, o que também é conhecido como lua do perigeu ou superlua.

Uma lua cheia no perigeu pode aparecer sendo até 14% maior e 30% mais brilhante do que uma lua cheia no apogeu. Mas mesmo entre as luas do perigeu de elite existe alguma variação em tamanho. Isso porque o sol e a lua – sendo objetos móveis no espaço em vez de círculos em um diagrama – raramente se alinham exatamente no perigeu. E também porque a distância da Terra para o sol muda durante a sua órbita.

O que faz a lua da madrugada 14 de novembro tão especial é que ela vai ficar cheia às 23h52 (horário de Brasília) do dia 13 de novembro, duas horas e meia depois de atingir o perigeu (21h23). Essa vai ser a lua cheia no perigeu mais próxima do nosso nariz desde 26 de janeiro de 1948, e a mais próxima dos próximos 18 anos, até 25 de novembro de 2034.

Ela vai ser a maior lua em um período de 86 anos, o que é bem legal. Apesar de que, como Gordon Johnston do Programa Planetário da NASA destaca, vai ser bem difícil dizer a diferença entre essa superlua enorme e outras superluas mais comuns a olho nu.

Muitas outras superluas devem ocorrer nos próximos meses – inclusive uma já em dezembro, no dia 14 – mas nenhuma será tão grande quanto essa. Então aproveite a oportunidade e veja nosso satélite natural de um jeito que você nunca viu antes, e vai precisar esperar bastante para ver de novo.



FONTE: GIZMODO BRASIL


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