sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Existe uma "Arca de Noé" de vegetais em uma ilha da Noruega



O Silo Global de Sementes de Svalbard será o herói vegetariano caso o mundo vire um filme de Michael Bay

Você já ouviu falar na Arca de Noé vegetariana? OSvalbard Global Seed Vault, em português, Silo Global de Sementes de Svalbard, é uma estrutura bem fechada e cravada em uma das ilhas de um arquipélago deserto da Noruega, no ponto habitado mais próximo Pólo Norte.

Lá dentro estão amostras das sementes de boa parte das espécies vegetais conhecidas. Construído sem fins lucrativos, ele custou 9 milhões de dólares aos cofres públicos noruegueses e foi inaugurado em 26 de fevereiro de 2008.

Sua localização exata é a montanha de Platåberget, na ilha de Spitsbergen. Sua capacidade total é de 2,25 bilhões de sementes, mas ele ainda não está tão cheio assim. Segundo o Crop Trust, fundo global de preservação da biodiversidade, se apenas uma de suas três salas estivesse com 50% da capacidade, ele já seria o maior estoque de sementes do mundo.

O local, montado em um conjunto de cavernas que estão a cerca 120 metros de profundidade, é tão frio (-18ºC) que a temperatura ainda seria ideal para preservar as sementes mesmo que seu sistema de refrigeração falhasse. 150 metros separam a entrada, visível na foto acima, do fundo do silo. A lista de sementes disponíveis está aqui e é atualizada constantemente.

Sua função é como um roteiro de filme implorando para ser realizado. Lá há espaço para 4,5 milhões de amostras de sementes. Cada amostra contém 500 exemplares. A prioridade é dada a plantas que possam servir de alimento para o ser humano, o que garantiria a sobrevivência da civilização no caso de uma catástrofe em escala global. Todo o material disponível ali é idêntico ao que já se encontra nos mais de 1400 bancos de genes do mundo, que podem pedir auxílio à essa fortaleza gelada. E isso já foi necessário.

Em 21 de dezembro de 2015, os responsáveis pelo ICARDA, banco de sementes de Aleppo, na Síria, pediram 116 mil amostras para substituir as destruídas pela guerra civil. O ICARDA se mudou para Beirute, no Líbano.







(FOTO: DAG ENDRESEN/CREATIVE COMMONS ATTRIBUTION 3.0 UNPORTED)

FONTE: REVISTA GALILEU


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