sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Babuínos conseguem falar: ‘a, e, i, o, u’. Ou quase isso



Os babuínos possuem uma língua e laringe que permite a reprodução de sonos muito parecidos às vogais humanas (iStock)

Pesquisadores franceses fizeram uma análise acústica das vocalizações de 15 babuínos da Guiné

Os babuínos fazem sons similares às vogais utilizadas por humanos, afirmaram pesquisadores franceses nesta quarta-feira. A semelhança com a fala humana sugere que alguns macacos tiveram a capacidade física para a linguagem por milhões de anos – apesar dos cientistas considerarem que a fala é bem mais recente do que isso.

Os resultados, publicados na revista científica PLOS ONE, acrescentam uma nova dimensão ao longo debate sobre como a linguagem começou e evoluiu, ao mostrar que os babuínos possuem uma língua e laringe que lhes permite fazer uma série de sons parecidos com as vogais.

“Esta é a primeira vez que mostramos isso em um primata não humano”, disse o coautor Joel Fagot, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) da França, à AFP. “Isso sugere que a fala humana tem uma história evolutiva muito longa” e surgiu muito antes do homem moderno, afirmou.

Ancestral comum

Muitos cientistas acreditam que a origem da linguagem é relativamente recente, tendo surgido nos últimos 70.000-100.000 anos. Mas o estudo atual sugere que as habilidades de articulação para a fala podem remontar a 25 milhões de anos atrás, até o último ancestral comum compartilhado por seres humanos e macacos, conhecido como Cercopithecoidae.

Alguns pesquisadores argumentaram que os primatas não humanos – juntamente com os neandertais e os bebês humanos até a idade de um ano – são incapazes de fazer sons diferenciados necessários para a linguagem porque sua laringe estava situada muito alta.

Para testar esta teoria em babuínos, os cientistas analisaram mais de 1.335 vocalizações espontâneas produzidas por 15 babuínos da Guiné, tanto machos quanto fêmeas, que estavam vivendo em um centro de primatas na região de Rousset-sur-Arc, na França. Eles também estudaram a anatomia do aparelho vocal de dois babuínos da mesma espécie que morreram de causas naturais.

Após as análises, os pesquisadores descobriram que sons comparáveis às vogais a, e, i, o, u eram detectáveis em suas vocalizações, sejam estas chamadas de acasalamento, grunhidos, latidos ou o som de duas sílabas – “wahoo”.

Embora seja intrigante que os babuínos tenham essa capacidade, isso não significa necessariamente que eles são capazes de falar. Os babuínos podem fazer barulhos que soam como vogais – e eles podem fazer vocalizações diferentes para várias situações –, mas eles não têm a ampla gama de significados complexos contidos na linguagem humana.

Outros pesquisadores envolvidos no estudo são da Universidade de Grenoble, da Universidade de Montpellier e da Universidade do Alabama.

(Com AFP)

FONTE: REVISTA VEJA


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