terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Há vida nos planetas de Trappist-1?




POR SALVADOR NOGUEIRA

Estudo investiga chance de haver vida nos planetas recém-descobertos por telescópio da Nasa.

MÃOS À OBRA
Com a descoberta de sete planetas rochosos ao redor de uma pequena estrela a meros 40 anos-luz de distância, o mundo inteiro se perguntou: será que há vida neles? Mas Lisa Kaltenegger, diretora do Instituto Carl Sagan, fez mais que se perguntar. Ela decidiu investigar se formas de vida de tipo terrestre teriam vez nos mundos do sistema Trappist-1.

BANHO DE SOL
Em trabalho recém-divulgado, Kaltenegger realizou simulações de quanta radiação nociva banharia a superfície de quatro dos planetas do sistema, aqueles cuja chance de ter água em estado líquido era maior, em contraste com a capacidade de sobrevivência da bactéria extremófila Deinococcus radiodurans.

E VIVA O OZÔNIO
O nível de raios X e ultravioleta que chega ao chão depende, é claro, da atmosfera. Na Terra, uma camada de ozônio nos protege de boa parte da radiação nociva do Sol. Mas nem sempre foi assim. Quando a vida surgiu aqui, há uns 4 bilhões de anos, não havia camada de ozônio. E, mesmo assim, deu tudo certo.

NERVOSINHAS
A encrenca, contudo, é bem maior para planetas que orbitam estrelas de pequeno porte, menores que o Sol, porque elas costumam ser mais ativas e os planetas se localizam muito mais perto delas.

VARIAÇÕES
As simulações envolveram três tipos de atmosferas: uma similar à da Terra (20% de oxigênio, camada de ozônio e pressão de 1 atm à superfície), outra com mesma composição, mas mais rarefeita, e uma baseada em dióxido de carbono e sem ozônio, similar à que nosso planeta deve ter tido em seus primórdios.

TEM OU NÃO TEM?
Na prática, o estudo demonstrou que as condições na superfície desses mundos podem ser amigáveis à vida — mas só com uma atmosfera de tipo terrestre. Sem ozônio, os seres vivos, na melhor das hipóteses, estariam confinados ao subsolo ou às profundezas dos oceanos. Perguntas que não querem calar: os planetas de Trappist-1 têm atmosfera? Se têm, há ozônio nelas? Isso só o Telescópio Espacial James Webb poderá responder. Ele deve ser lançado pela Nasa em 2018.



COMPARAÇÃO DAS ÓRBITAS DO SISTEMA TRAPPIST-1 COM AS DO SISTEMA SOLAR E AS DE JÚPITER E SUAS LUAS (FOTO: ESO/O. FURTAK)

FONTE: http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br


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