segunda-feira, 6 de março de 2017

VIAGEM NO TEMPO: PODE MESMO SER POSSÍVEL?

Viagem-no-tempo
Desde o romance pioneiro de H. G. Wells, “A Máquina do Tempo”, a viagem no tempo tem sido uma figura marcante na ficção científica. A idéia de viajar através do tempo é profundamente fascinante: você entrar em uma máquina, pressionar alguns botões, e sair não apenas em outro lugar, mas em outra época. É fácil imaginar, mas a viagem no tempo poderia realmente ser feita?
Sim, poderia, pelo menos num sentido limitado. Mais de um século atrás, Albert Einstein mostrou que o tempo é intrinsecamente elástico, capaz de ser esticado ou encolhido pelo movimento. Ao voar ida e volta Londres/Nova York, você irá pular uma fração de segundos no futuro em relação a quem ficou em Londres. O efeito pode ser facilmente medido usando relógios atômicos e envolve apenas bilionésimos de segundo – muito breve para uma pessoa perceber, e dificilmente é o material de “Doctor Who” na televisão
Mas o tempo de alongamento pode ser ampliado através do aumento da velocidade. Perto da velocidade da luz (cerca de 300.000 quilómetros por segundo), a dobra no tempo tornar-se surpreendente. Ao voar para a estrela Vega, 25 anos-luz de distância, e de volta a 99% da velocidade da luz, fará com que, quando você voltar para a Terra em 2062, você tenha experimentado apenas sete anos de tempo de viagem na nave espacial. Na verdade, você vai ter saltado 42 anos para o futuro da Terra.
 
Assim, viajar para o futuro não só é possível, como nós fazemos isso, embora até agora apenas em quantidades insignificantes. Que tal voltar no tempo? Aí sim é muito mais problemático e continua sendo uma área ativa de pesquisa. Einstein descobriu que não só a velocidade afeta o tempo, como a gravidade também. O tempo corre um pouco mais rápido no seu telhado, onde a gravidade é mais fraca imperceptivelmente, do que no porão, por exemplo.
A viagem no tempo longa requer um campo gravitacional intenso. Os buracos negros são os melhores; perto de suas superfícies o tempo é retardado quase a ponto de estar paralisação para nós. Na verdade, os buracos negros são negros porque a luz que deveria ser emitida por ele é presa pela gravidade em câmera lenta. No entanto, estar perto de um buraco negro não é apenas perigoso, mas como também representa apenas viajar para o futuro; você iria para o futuro mais rápido. Ir para o passado requer algo ainda mais estranho do que um buraco negro – um buraco de minhoca.

 
Os buracos de minhoca no espaço são atalhos que ligam pontos distantes – como no portal sci-fi do seriado Stargate. Salte através de um e você poderá sair do outro lado da galáxia, poucos minutos depois. Se existem buracos de minhoca, eles poderiam ser adaptados para fazer máquinas do tempo que nos enviariam para o futuro se você os atravessasse em uma direção e para o passado se você fosse na outra direção. Como um buraco negro, um buraco de minhoca seria um objeto de deformação maciça do espaço gravitacional e tempo. Mas, enquanto um buraco negro representa uma viagem só de ida para lugar nenhum – entre num e você pode nunca mais sair – um buraco de minhoca tem uma saída, bem como uma entrada.

Mas afinal, existem mesmo buracos de minhoca? Bem, os buracos negros, com certeza existem, mas ninguém nunca vislumbrou qualquer sinal de seu primo, o buraco de minhoca. Além disso, alguns físicos são tão incertos sobre o seu real potencial para serem portais para o passado que eles mesmos rejeitam essa ideia. O problema da viagem no tempo, diz respeito ao paradoxo da família que levanta a questão do que aconteceria se você voltasse ao passado e matasse sua mãe antes mesmo de você nascer. Os físicos chamam esses ciclos casuais de paradoxos, e eles afrontam o nosso desejo de que o universo seja um sistema racional e ordenado. Se a causa e efeito se confundem com o tempo, como ficaria nassa noção de realidade?
Apesar dessas dúvidas, não há nada na teoria do espaço, tempo e gravidade que proíba a viagem no tempo para o passado, de Einstein, uma possibilidade de que o próprio Einstein odiava. Não só os buracos de minhoca, mas vários outros mecanismos, segundo a teoria de Einstein, podem, sim, serem usados para viajar de volta no tempo. Todas estas propostas, no entando, sofrem com o problema de extrema impraticabilidade. Construir um buraco de minhoca de tamanho humano, por exemplo, exigiria grandes quantidades de energia quântica e implantação de tecnologia de estabilização gravitacional que teríamos que pegar os recursos necessária, emprestados de uma super civilização cósmica.

Para muitos cientistas, contudo, o princípio é o que conta, e não a engenharia prática. E aqui há uma possibilidade intrigante. Poucos físicos acreditam que Einstein teve a última palavra sobre a gravitação, e algumas extensões modernas do seu trabalho fazem uma previsão extraordinária. O Large Hadron Collider – a gigante máquina de aceleração que criou o bóson de Higgs – pôde apenas fazer um pequeno buraco negro por tempo o suficiente para que seus efeitos de flexão de tempo pudessem ser vislumbrada.
E você leitor do Acredite ou Não, preferiria viajar para o passado ou para o presente? Se curtiu a matéria e quer mais temas assim, ajude compartilhando em suas redes sociais.


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